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02/04/2018

Hospital Regional Jundiaí é a primeira unidade pública de saúde a adotar protocolo internacional de monitorização de tratamento de pacientes submetidos à angioplastia coronária

O Hospital Regional de Jundiaí (HRJ), instituição administrada pelo Instituto de Responsabilidade Sírio-Libanês (IRSSL) é a primeira unidade hospitalar do Sistema Único de Saúde a aderir aos padrões internacionais de monitorização de tratamento de pacientes de acordo com o Consórcio Internacional de Medição de Resultados de Saúde (ICHOM na sigla em inglês).

“O Hospital Regional Jundiaí é o pioneiro entre as unidades hospitalares públicas a implementar a medição do ICHOM. Queremos, acima de tudo, contribuir para o avanço, na Gestão Pública de Saúde, visando principalmente a qualidade de vida do paciente”, destaca o Diretor Executivo do IRSSL, Clebio Garcia.

Adotado desde de dezembro de 2017, pelo Serviço de Hemodinâmica do HRJ, o acompanhamento de Desfecho Clínico com base no ICHOM define métricas para avaliação dos resultados e qualidade de vida dos pacientes submetidos à angioplastia coronária. A iniciativa, implantada em parceria com o Setor de Desfecho do Hospital Sírio-Libanês, além de identificar as práticas clínicas que conduzem aos melhores resultados também permitirá comparações dos resultados com instituições nacionais e e internacionais. “O objetivo de medir o desfecho clínico é perceber o resultado final de um tratamento, de um diagnóstico, uma linha de cuidado e os desfechos que de fato importam para o paciente. O paciente se sente acolhido. Do ponto de vista do médico que acompanha o paciente é muito importante porque ele recebe informações sobre o quadro clínico do paciente e acaba tendo uma noção clara de como está sendo a evolução do tratamento”, explica o Superintendente de Práticas Assistenciais e Pacientes Internados do HSL, Prof. Dr. Luiz Francisco Cardoso. A metodologia monitora não só os resultados imediatos (no primeiro mês) pós tratamento, como é usualmente feito, mas ainda acompanha o resultado tardio e seus impactos na qualidade de vida do paciente. 

No HRJ, no primeiro trimestre de acompanhamento (novembro, dezembro e janeiro) aproximadamente 113 pacientes foram submetidos à angioplastia e acompanhados pelo Desfecho Clínico. Um profissional da área de Desfecho do HSL entra em contato e aplica a entrevista pós-alta, com duração de 10 a 15 minutos. O questionário avalia os resultados clínicos e dados da qualidade de vida do paciente. O cronograma de questionários prevê contatos 30 dias após o procedimento e anualmente até completar 05 anos de evolução. “A metodologia ICHOM aborda a perceção do paciente em relação ao cuidado que foi prestado e seu estado de saúde. Há questionários de qualidade de vida e status funcional para cada tipo de diagnóstico. Queremos saber como entregamos esse paciente à sociedade, se voltou a trabalhar, se está com dor, se está com limitações, entre outras condições. Esses questionários são ferramentas que nos auxiliam a entender como o paciente percebe sua condição”, salienta a Gerente do Desfecho Clínico, Carla Bernardes Ledo.

 

O desfecho clínico é avaliado por análises trimestrais. Dos 113 procedimentos de angioplastia realizados no HRJ no primeiro trimestre de acompanhamento, observou-se que as taxas de complicações pós-operatórias foram muito baixas (zero para os índices de mortalidade, acidente vascular cerebral, cirurgia de emergência e complicação cardiovascular).  Para o Diretor Médico do IRSSL, Dr. Marco Aurelio Vitorino Cunha, a proposta do ICHOM é identificar oportunidades a serem feitas na assistência que possam melhorar os resultados de longo prazo para os pacientes, “Além de podermos nos comparar com os melhores centros do mundo, a prioridade é conseguirmos identificar se existem melhorias a serem feitas dentro do hospital que possam favorecer os resultados de longo prazo para esses pacientes,” comenta.

Coordenado pelo cardiologista intervencionista, Dr. Marcio Augusto Truffa, o Serviço de Hemodinâmica do HRJ, conta com uma equipe formada por mais quatro cardiologistas intervencionistas, Dr. Rodrigo Augusto Meireles Truffa, Dr. Márcio Augusto Meireles Truffa, Dr. José Ricardo Birolli e Dr. Tárcio Figueiredo Filho, e mais duas profissionais de enfermagem. A unidade é responsável pela realização de aproximadamente 200 cateterismos mensais, com uma taxa de conversão de 20% para angioplastia coronária, número que gira em torno de 40 procedimentos mensais.  “A partir do acompanhamento pela Área de Desfecho, seguindo a metodologia ICHOM, conseguimos demostrar que o HMJ tem desfechos clínicos semelhantes às grandes instituições nacionais e internacionais”, destaca o Superintendente Médico do HRJ, Dr. Adolfo Martin da Silva.

Para a Diretora Assistencial, Ethel Maris Schröder Torelly, a metodologia incorpora valor ao cuidado assistencial. “ É um processo importante porque de forma ativa buscamos saber se o tratamento e o cuidado tiveram o desfecho planejado ao paciente e assim, identificar oportunidades de melhorar nossas práticas”, explica.

 

Muito além das métricas, a conduta permite ainda a perceção de um acompanhamento mais humanizado. De acordo com a Superintendente Assistencial do HRJ, Hafiza Abdon Musser Hadi, a metodologia salva vidas. “Houve uma abordagem da Equipe de Desfecho, que foi responsável pela vida do paciente. Durante o contato, a equipe identificou que o paciente não estava bem e com a qualidade de vida se deteriorando. Neste momento a equipe sinalizou o HRJ e o Setor de Hemodinâmica entrou em contato com o paciente que que retornou ao hospital para a aplicação de dois stent’s. O Ichom é muito mais dos que avaliar dados, é um acompanhamento que salva vidas”, esclarece Hafiza.

Sobre o ICHOM

O Consórcio Internacional de Medição de Resultados de Saúde (ICHOM) é uma organização sem fins lucrativos fundada por três instituições (Harvard Business School, The Boston Consulting Group, do EUA e o Karolinska Institutet, da Suécia). O grupo composto por lideranças médicas, pesquisadores e entidades de apoio à paciente busca padronizar o atendimento a paciente por algumas das mais frequentes e preocupantes doenças.

 

 

Fonte: Comunicação IRSSL

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