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02/06/2017

Síndrome do intestino irritável pode ser controlada com mudanças de hábitos alimentares

Dor abdominal, sensação de estufamento, intestino preso e diarreia. Essas sensações são comuns no dia a dia, quando não nos alimentamos adequadamente ou exageramos na comida, mas também podem estar relacionadas à síndrome do intestino irritável (SII) - uma doença misteriosa, ainda sem causa conhecida.

Segundo especialistas, a síndrome do intestino irritável é um distúrbio funcional do intestino de natureza benigna, isto é, não evolui para nenhuma patologia gastrointestinal mais grave ou mesmo câncer. Os sintomas costumam variar muito de indivíduo para indivíduo, mas não causam emagrecimento, anemia ou outras alterações laboratoriais nem há necessidade de cirurgia. O maior problema dessa doença, porém, é o comprometimento da qualidade de vida do paciente, uma vez que as escolhas alimentares passam a ser mais restritas.

Sintomas da síndrome do intestino irritável

Nos pacientes com síndrome do intestino irritável, os músculos da parede intestinal se contraem mais intensamente e por mais tempo do que o normal, alterando os movimentos intestinais. "Geralmente ocorre um acúmulo de gases nos intestinos, o abdômen fica inchado e a pessoa tem diarreia", descreve a dra. Marta Deguti, gastroenterologista no Hospital Sírio-Libanês. "Mas também pode acontecer o oposto, ou seja, as contrações serem mais flácidas, o que faz com que as fezes fiquem ressecadas, levando ao intestino preso (obstipação)", acrescenta.

Os sintomas da síndrome do intestino irritável começam a surgir, geralmente, na adolescência ou na juventude, raramente aparecendo pela primeira vez após os 50 anos de idade.

 

Causas da síndrome do intestino irritável

O estresse emocional é um dos principais desencadeadores da síndrome do intestino irritável. Ele normalmente provoca alterações no sistema digestivo e, nas pessoas com essa síndrome, como o intestino é mais sensível, pode causar alterações ainda maiores.

Pessoas com perfil ansioso, depressivo, ou com histórico de doença psiquiátrica são mais propensas a desenvolver essa doença. Isso ocorre porque a síndrome do intestino irritável tem características psicossomáticas e suas manifestações estão intimamente ligadas às emoções.

A síndrome do intestino irritável também é mais comum em mulheres, mas ainda não se sabe o motivo da preferência. Além disso, durante o período menstrual, muitas delas podem manifestar os sintomas típicos do intestino irritável. Segundo a dra. Marta, em alguns casos os sintomas podem surgir depois de um episódio de diarreia infecciosa comum.

Alguns alimentos que podem levar a esse tipo de irritação são:

Diagnóstico e tratamento da síndrome do intestino irritável

O diagnóstico da síndrome do intestino irritável é feito com base na história clínica do paciente e em exames físicos. "Exames laboratoriais, de fezes e endoscópicos só são realizados para excluir possíveis patologias que possam apresentar sintomas semelhantes", explica o dr. Ibrahim Bacha, também gastroenterologista no Hospital Sírio-Libanês. "Para ser diagnosticado com a síndrome, o paciente precisa apresentar os sintomas no mínimo há seis meses, três vezes por semana", acrescenta.

Como muitas vezes as pessoas não relacionam esses incômodos a uma doença, pode haver demora no diagnóstico. Segundo a dra. Marta, o médico deve ser procurado nos casos em que a diarreia for persistente ou recorrente, causando prejuízo da qualidade de vida. "Mesmo quem já recebeu o diagnóstico de SII deve procurar um especialista se perceber piora dos sintomas, como febre, perda de peso, sangue ou pus nas fezes, cansaço e perda de apetite para que seja descartada a presença de outras doenças mais graves", comenta.

O tratamento da síndrome do intestino irritável varia conforme os sintomas. "Algumas vezes, modificações na dieta já surtem bons efeitos. Em alguns casos pode ser necessária a indicação de suplementos de fibras; laxantes; remédios para diarreia; calmantes; antiespasmódicos, para combater os espasmos do intestino; e antidepressivos", explica o dr. Bacha.

Segundo ele, terapias alternativas, como psicoterapia, hipnoterapia e terapias de relaxamento também podem ser indicadas.

Fonte: www.hospitalsiriolibanes.org.br

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