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17/04/2017

Técnica sai de laboratório para transformar vidas!

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A fissura labiopalatal ou lábio leporino é uma condição de lábio, palato ou ambos com uma fenda, má-formação que afeta uma em cada 650 crianças no Brasil. Uma técnica revolucionária está saindo dos laboratórios e já começa a transformar a vida de crianças que nasceram com o problema. Trata-se de um ensaio clínico que já beneficiou 20 crianças encabeçado pela dentista e geneticista Daniela Franco Bueno, consultora científica da R-Crio e pesquisadora no Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, membro do corpo clinico do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus e do conselho multidisciplinar de saúde da ONG Operação Sorriso Brasil. No Sírio Libanês ela extrai dentes de leite do paciente em tratamento, retira as células troncos desse dente e associa a um biomaterial que será usado no enxerto, ao invés da técnica convencional. Para entender o processo, Daniela explica que o tratamento é dividido em três etapas e iniciado o mais rapidamente possível. A primeira cirurgia plástica, a queiloplastia para fechar o lábio é feita quando o recém-nascido tem entre três e seis meses. A segunda intervenção cirúrgica, a palatoplastia, ou o fechamento da fenda do céu da boca, acontece quando a criança atinge um ano e oito meses. A terceira cirurgia é o enxerto ósseo alveolar, que fica sob a gengiva dando suporte aos dentes. "Nas pessoas com fissura na gengiva há ausência desse osso, não há onde nascer o dente de leite e posteriormente o dente permanente", diz.

Essa etapa da correção ocorre quando o paciente tem entre oito e 12 anos, e é necessária para fechar o osso alveolar. É aí que entram as células tronco em substituição ao antigo tratamento, que propunha o fechamento da fenda com enxerto retirado do osso da bacia do paciente, tratamento invasivo, doloroso e que necessitava de duas equipes no centro cirúrgico. "Essas células começam a formar um novo osso. O fato de você não ter que tirar osso da bacia reduz custo porque diminuiu o número de profissionais envolvido e também o tempo de internação desses pacientes nos hospitais", afirma a dentista e geneticista.

O projeto foi iniciado em 2012 financiado pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADISUS). Segundo a geneticista, o que as pessoas podem fazer hoje por seus filhos é congelar essas células-troncos dos dentes de leite, que são um tesouro porque geram vários tecidos. Muitas outras terapias vendo sendo desenvolvidas ao redor do mundo e podem garantir tratamentos futuramente.

Fonte: www.hospitalsiriolibanes.org.br

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