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11/04/2017

Muito além do ganho de peso. Entenda o hipotireoidismo!

Associado muitas vezes ao ganho de peso, o hipotireoidismo é uma disfunção na tireoide – glândula localizada no pescoço e responsável por regular órgãos importantes do nosso corpo, como coração, cérebro, fígado e rins. Essa disfunção se caracteriza pela queda na produção dos hormônios T3(triiodotironina) e T4 (tiroxina).

Endocrinologista no Hospital Sírio-Libanês, o dr. José Antonio Miguel Marcondes compara nosso organismo a um carro em movimento para explicar o hipotireoidismo. “Estamos num carro a 80 km/h e de repente começamos a perder velocidade, mas para evitar essa diminuição, pisamos no acelerador e reestabelecemos a velocidade, ou seja, passamos a produzir mais hormônios T3 e T4 através de estímulos à hipófise”, diz.

A hipófise é uma pequena glândula, localizada na base do nosso cérebro, responsável pela produção do hormônio estimulante da tireoide (TSH), que induz naturalmente a tireoide a produzir T3 e T4.

Segundo o dr. Marcondes, o período em que a hipófise começa a ser muito estimulada é chamado de hipotireoidismo subclínico. Geralmente, ele é detectado em exames hormonais de sangue, pois costuma ser assintomático ou apresentar sinais leves, como discreto cansaço, preguiça e pequena intolerância ao frio, sobretudo, em períodos de estresse. “Algumas pessoas podem ter dificuldade de emagrecer, mas não é comum o ganho de peso nessa fase do hipotireoidismo”, alerta o médico.

Na maioria dos pacientes, porém, os hormônios T3 e T4 voltam a cair de maneira progressiva, e com o passar do tempo, mesmo que o “acelerador” da hipófise seja acionado, ele já não será mais capaz de produzir hormônios T3 e T4 nas quantidades suficientes. “Nesse momento, o carro vai parando e se estabelece o hipotireoidismo”, compara o dr. Marcondes.

Alguns dos principais sinais de hipotireoidismo são:

Causas e consequências do hipotireoidismo

Nos adultos, o hipotireoidismo é causado geralmente por uma inflamação denominada tireoidite de Hashimoto, uma homenagem ao médico japonês Hakaru Hashimoto, que a descreveu pela primeira vez em 1912. Por motivos ainda desconhecidos, o nosso organismo passa a produzir lentamente anticorpos contra a própria glândula tireoide, o que resulta na sua destruição progressiva.

As mulheres, que por fatores hormonais geralmente desenvolvem mais doenças autoimunes, têm sete vezes mais chances do que os homens de desenvolverem hipotireoidismo. Pessoas com histórico na família ou que já fizeram cirurgia para a retirada de nódulos na tireoide também têm mais chances de desenvolver essa doença.

Se o hipotireoidismo não for corretamente tratado, pode acarretar em redução da performance física e mental, além de elevar os níveis de colesterol, que aumentam as chances de problemas cardíacos.

Já nas crianças, o hipotireoidismo congênito é o mais comum. Ou seja, os bebês já nascem com déficit na produção dos hormônios T3 e T4 e, se também não forem rapidamente diagnosticados e tratados, podem ter cretinismo – um tipo de deficiência mental e física com implicações no crescimento e no aprendizado.

O teste do pezinho, feito nos primeiros dias de vida do bebê a partir de gotinhas de sangue retiradas do calcanhar, é realizado para detectar, entre outras doenças, o hipotireoidismo nos recém-nascidos.

Tratamento do hipotireoidismo

Para crianças ou adultos, o tratamento do hipotireoidismo consiste na reposição do hormônio em falta na tireoide, o que é feito através da ingestão diária de hormônio tireoidiano produzido em laboratório. Nesse caso, repomos o hormônio em falta e não tratamos a causa do hipotireoidismo, uma vez que o hipotireoidismo não tem cura.

Segundo o dr. Marcondes, o maior desafio é encontrar a dosagem certa para cada paciente, o que pode demorar algumas semanas. “Por isso, no início pode ser necessário uma mudança progressiva na dose do medicamento”, ressalta o endocrinologista.

Em alguns casos, se a quantidade do hormônio administrada estiver em excesso, o paciente pode ter aumento do apetite, insônia, tremores e palpitações cardíacas. No entanto, em algumas semanas, o tratamento tende a ser bem estabelecido e o paciente não terá nenhum tipo de perda na qualidade de vida por conta da doença.

Fonte: www.hospitalsiriolibanes.org.br

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