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20/12/2016

Dezembro Laranja chama a atenção para danos provocados pelo sol

Nossa pele começa a envelhecer já na adolescência, mas a velocidade em que isso ocorre depende principalmente da maneira como nos expomos ao sol. Sem proteção, corremos mais riscos de desenvolvermos manchas, sardas, rugas e até mesmo câncer de pele. Alertar sobre todos esses fotodanos, ou seja, problemas provocados pelo sol na pele, é o objetivo deste ano da campanha Dezembro Laranja — iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Em uma escala de 1 a 6, quanto mais branca for a pele da pessoa, mais ela se aproxima do 1, ou seja, menos proteção natural contra o sol ela tem, explica o dr. Francisco Aparecido Belfort, cirurgião oncologista e integrante do Núcleo Avançado do Câncer de Pele do Hospital Sírio-Libanês. Já as pessoas negras se aproximam do 6 e têm maior proteção natural. “Se ambas (pessoas brancas e negras) ficarem o mesmo tempo expostas ao sol, a tendência é que os danos sejam maiores nas brancas”, compara o médico.

As peles escuras são naturalmente mais protegidas contra o sol devido ao excesso de melanina — pigmento que garante sua coloração e evita danos da radiação ultravioleta. Elas também possuem mais colágeno e menor grau de flacidez, possibilitando assim maior resistência ao envelhecimento. No entanto, a pele das pessoas negras também pode envelhecer e desenvolver tumores. “Ter uma proteção natural maior não significa estar isento dos fotodanos”, ressalta o dr. Belfort. “Todas as pessoas, inclusive as que têm peles mais escuras, devem se proteger contra o sol”, acrescenta o médico.

O mito de que as pessoas negras não têm câncer de pele acaba várias vezes contribuindo para que essa doença seja diagnosticada tardiamente nessa população, tornando os tratamentos mais complexos.

Alguns dos principais fotodanos

Sardas — Pequenos pontos de cor castanho que surgem na pele de rosto, braços e mãos devido ao aumento de melanina. São mais comuns nas pessoas de pele clara e ruivas, que sofrem influência da herança familiar. No verão, tendem a escurecer mais. As sardas não representam um risco maior para o câncer de pele, mas como são mais comuns nas pessoas com pele clara, ter sarda é um sinal de que a proteção contra o sol deve ser redobrada.

Melasmas — São manchas escuras na pele, mais comuns nas mulheres. Surgem geralmente em maçãs do rosto, testa, nariz, lábio superior (buço), lateral dos braços e colo. Além da exposição solar, estão relacionadas ao uso de anticoncepcionais, gravidez e predisposição genética.

Rugas — Linhas e dobras que se formam na pele com o envelhecimento. Quando associadas aos efeitos do sol, podem se tornar mais profundas e até mesmo apresentarem alterações na qualidade da pele. Elas aparecem principalmente em áreas mais expostas ao sol, como rosto, pescoço, mãos e braços.

Queimaduras — Lesões na pele provocadas pelo calor do sol. Geralmente são de primeiro grau e atingem a camada mais superficial da pele, a epiderme, deixando-a vermelha, quente e dolorosa. Às vezes, podem ser de segundo grau, provocando bolhas.

Câncer de pele — É provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Manifesta-se através de feridas que demoram mais de um mês para cicatrizar; manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram; e pintas com bordas irregulares. A maioria dos casos de cânceres de pele (não melanoma) é associada à exposição solar excessiva por muitos anos, como ocorre com os trabalhadores rurais, e tende a não ser tão agressiva quando diagnosticada precocemente. Já os cânceres de pele associados às queimaduras solares esporádicas (melanoma) somam apenas 3% do total de tumores na pele, mas costumam ser mais graves, pois geralmente são tumores que têm em sua formação uma maior chance de metástase.

Diante de qualquer um dos sinais relacionados aos fotodanos acima, procure um médico dermatologista. Para todos eles existem tratamentos.

Como me prevenir dos fotodanos?

O uso diário de protetor com fator de proteção solar (FPS) 30 está entre os meios mais eficazes de prevenção do câncer de pele e demais danos provocados pelo sol. Devemos aplicar bem o produto por todas as partes expostas ao sol até que formem uma pequena camada protetora visível na pele. Uma pessoa com aproximadamente 70 kg, por exemplo, deve utilizar o equivalente a três colheres de sopa cheias protetor solar. Isso vale para pessoas brancas e negras.

No dia a dia, podemos usá-lo pela manhã e antes de sair para o almoço, enquanto que nas atividades ao ar livre (praia, clube ou parque), devemos reaplicar a cada duas horas ou sempre que suarmos muito ou entrarmos na água.

Mesmo com protetor solar, o dr. Francisco Belfort ressalta que a exposição ao sol deve ser evitada no período das 10h às 16h (horário de verão). Chapéus, óculos escuros, camisetas e as sombras das barracas também ajudam a reduzir os efeitos dos raios solares.

Alguns alimentos, embora tenham papel secundário, também podem ajudar na proteção da pele. O salmão, rico em ômega 3, por exemplo, mantém uma camada de gordura saudável sob a pele; o tomate possui uma substância de proteção contra os raios ultravioletas (UV) emitidos pelo sol, o licopeno; e a cenoura tem betacaroteno, que ajuda a reparar as células e a aumentar a proteção contra o enrugamento precoce da pele.

O Hospital Sírio-Libanês conta com um Núcleo Avançado do Câncer de Pele, composto por médicos dermatologistas, cirurgiões plásticos, cirurgiões oncologistas, entre outros profissionais. Eles atuam de forma integrada na prevenção, no diagnóstico e no tratamento do câncer de pele e demais lesões que afetam esse órgão.

Entre os serviços oferecidos pelo núcleo, estão a dermatoscopia e o mapeamento corporal. O primeiro é um exame feito com auxílio de uma óptica especial que permite uma visão mais profunda da pele, facilitando a análise e a documentação de manchas e pintas. Já o segundo é feito com um aparelho sofisticado que fotografa todo o corpo do paciente, registrando qualquer modificação, como o aparecimento de manchas e pintas.

Até o final de 2016, o Ministério da Saúde estima que irão ocorrer mais de 180 mil casos de câncer de pele. Faça parte do movimento Dezembro Laranja e cuide de sua pele.

Fonte: www.hospitalsiriolibanes.org.br

Endereços de atendimento
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Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês
Matriz: Rua Peixoto Gomide, 337, Bela Vista, São Paulo - Telefone: 55 (11) 3016-0528
E-mail: faleconosco@irssl.org.br