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05/10/2016

Outubro Rosa: Cuidar de você é um laço de amor!

O movimento conhecido como Outubro Rosa, criado nos Estados Unidos na década de 1990, tem por objetivo estimular a participação da população no controle do câncer de mama. Além de compartilhar informações sobre como se prevenir dessa doença, a data visa levantar debates sobre o câncer de mama.

Previna-se do câncer de mama

·         Exercite-se regularmente.

·         Se estiver acima do peso, emagreça.

·         Regule o consumo de bebidas alcoólicas.

·         Não fume.

·         Amamente seus filhos.

·         Observe sempre seu corpo, atentando-se a presença de nódulos, mudanças de textura ou colaração nas mamas, axilas e no pescoço.

·         Realize exames de mamografia anualmente após os 40 anos de idade.

Conversamos com dois especialistas em câncer de mama de nosso corpo clínico, o oncologista Max Mano e o mastologista Felipe Andrade, que nos contaram as últimas novidades e perspectivas sobre o enfretamento dessa doença.

Leia a seguir:

·         Tratamentos mais efetivos com menos efeitos colaterais 


A maioria dos tratamentos realizados contra o câncer de mama hoje necessita de cirurgia, além de sessões de quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia, muitas vezes combinadas. Além disso, tem crescido também o uso de terapias-alvo. Dentro desse grupo de medicamentos, vale destacar o trastuzumabe entansina (também chamado de T-DM1), indicado no câncer de mama HER2-positivo, que corresponde a 20% de todos os casos da doença. “Esse medicamento injetável atua transportando a quimioterapia diretamente contra as células tumorais, evitando que outras partes do corpo sejam afetadas, e com isso diminuem as chances de queda de cabelo, náuseas e vômitos”, explica o dr. Max Mano.

O uso do T-DM1 hoje ocorre principalmente para o tratamento convencional do câncer de mama avançado, ou seja, que não apresenta mais resposta aos tratamentos convencionais, mas a expectativa é de que a terapia-alvo passe a ser usada cada vez mais precocemente, substituindo a quimioterapia em vários casos. “Isso representaria mais chances de controle da doença e melhor qualidade de vida para os pacientes”, avalia o oncologista.

·         Menos necessidades cirúrgicas 


Apesar de estarem cada vez menos invasivas, as cirurgias ainda costumam ser utilizadas quando se busca a cura do câncer de mama. No entanto, estudos nos Estados Unidos e na Europa estão sugerindo a possibilidade de que, em casos de carcinomas ductal in situ de mama, de menor gravidade, a cirurgia e a radioterapia deixem de fazer parte do tratamento-padrão. “Esses estudos indicam que apenas a retirada da lesão através da biópsia pode ser suficiente para impedir a progressão desse tipo de tumor”, diz o dr. Felipe Andrade. “Mas isso é uma perspectiva científica e requer mais estudos até se tornar uma realidade”, acrescenta o mastologista.

O carcinoma ductal in situ é uma forma muito inicial de tumor em que as células com características malignas não invadiram as camadas mais profundas da mama. Com o emprego mais difundido do rastreamento mamográfico, esse tumor representa de 10% a 30% dos casos de câncer de mama tratados.

·         Mais tempo de hormonoterapia 


A hormonoterapia é uma das principais armas para o tratamento integrado do câncer de mama. De uso oral, ela pode ser usada antes ou depois da cirurgia de mama e atua contra os hormônios que “alimentam” o processo de replicação das células cancerígenas.

Segundo o dr. Mano, em alguns meses chegará ao Brasil um tipo de terapia-alvo para ser adicionada à hormonoterapia convencional. Esse tratamento reúne princípios ativos da hormonoterapia e da quimioterapia, mas por agir diretamente no alvo do câncer provoca menos efeitos colaterais que a quimioterapia convencional. Além disso, o oncologista conta que diversos estudos científicos estão apontando para uma maior eficácia da hormonoterapia quando usada por dez anos após a cirurgia na mama. Hoje, o tempo médio de uso dessa terapia é de aproximadamente cinco anos. “Isso revela que o cuidado contra o câncer de mama deve ser cada vez mais a longo prazo”, avalia.

·         Imunoterapia pode fazer parte das possibilidades de tratamento 


A imunoterapia é um tipo de tratamento que usa o próprio sistema imunológico do paciente para atuar contra as células tumorais e, no geral, também provoca menos efeitos colaterais que a quimioterapia e a radioterapia. Até o momento, os melhores resultados observados com esse tipo de terapia estão no tratamento de alguns tipos de tumores na pele (melanoma) e pulmão.

Nos últimos anos, no entanto, tem-se pesquisado o uso da imunoterapia contra o câncer de mama, em especial para os casos definidos como triplo-negativo. Esse subtipo de câncer de mama representa cerca de 15% a 20% de todos os casos da doença no mundo e se destaca por afetar, geralmente, mulheres jovens e ser agressivo. “Esse tipo de câncer parece ser mais suscetível ao ataque pelo sistema imunológico do paciente e, por isso, pode vir a se beneficiar da imunoterapia. Mas ainda precisamos de outros estudos”, avalia o dr. Mano.

·         Diagnóstico cada vez mais rápido e eficiente 

·        
A tecnologia para a descoberta de casos de tumores na mama tem evoluído muito com o passar dos anos. Hoje, além das mamografias digitais, auxiliam o médico no diagnóstico da doença o aparelho de ultrassom de alta precisão e de tomossíntese, também conhecido como mamografia tridimensional (3D), e os exames de ressonância magnética na mama. “Esse leque de exames de imagens e o maior conhecimento dos profissionais que fazem o diagnóstico nos têm possibilitado descobrir os casos de câncer de mama cada vez mais precocemente”, conta o dr. Mano. “Isso representa melhores condições de tratamento e chances de cura”, acrescenta.

Para o dr. Andrade, o câncer de mama poderá futuramente começar até a ser rastreado a partir de exames de sangue. “Não podemos prever um prazo para isso, mas é provável que testes sanguíneos específicos sejam usados para indicar células cancerígenas circulantes, ajudando-nos a definir qual paciente deverá ser acompanhado mais de perto ou passar logo por tratamento”, avalia.


Para chamar a atenção da população sobre o assunto, iluminaremos de rosa o Hospital Geral do Grajaú, gerenciado pelo Instituto de Responsabilidade Social desde 2012.

Fonte: www.hospitalsiriolibanes.org.br

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