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05/09/2016

Poluição aumenta riscos de AVC e infarto!

Recentemente, um estudo publicado na revista científica Lancet Neurology concluiu que a poluição do ar é um dos principais fatores de risco para o acidente vascular cerebral (AVC). Segundo os pesquisadores, a poluição pode ter sido determinante para o AVC em 33,7% dos casos nos países de média e baixa renda, que utilizam combustível sólido — originado de lenha, bagaço da cana-de-açúcar, serragem — para aquecimento ou para cozinhar.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos, no mundo, cerca de 15 milhões de pessoas sofrem um AVC, 6 milhões morrem e 5 milhões sobrevivem com sequelas permanentes. Os principais fatores de risco são hipertensão, baixa ingestão de frutas e verduras e alta ingestão de açúcar e sal, obesidade, sedentarismo e fumo.

Mas esses fatores, explica a dra. Elnara Negri, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês, podem ser agravados quando a pessoa fica exposta à poluição. "Os prejuízos à saúde causados pelos níveis de poluição aos quais o habitante de uma grande cidade está exposto diariamente equivalem àqueles gerados por uma pessoa que fuma dez cigarros por dia", diz ela.

Nas grandes cidades, a poluição atmosférica é causada principalmente pelos veículos. E nos países em desenvolvimento a situação é ainda pior porque a maior fonte de energia vem de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural. A combustão desses elementos gera partículas que contaminam o ar.

A pneumologista explica que as partículas mais finas que ficam suspensas na atmosfera aderem com facilidade à parte interna do nariz (mucosa) e à traqueia, o que pode causar asma, rinite e bronquite. Por serem muito finas, conseguem chegar aos alvéolos (pequenas estruturas dentro do pulmão onde são realizadas as trocas gasosas entre o sangue e o ar existente nos pulmões) e entrar na corrente sanguínea. Assim, até os fetos ficam expostos à poluição, o que pode resultar em bebês abaixo do peso.

"Esse particulado ultrafino contém metais como zinco, cobre, ferro, além de hidrocarbonetos, vários deles com potencial cancerígeno que podem aumentar os riscos de diferentes tipos de câncer", explica a médica.

Quando atingem a circulação, essas pequenas partículas podem levar a uma inflamação do endotélio, camada que protege os vasos sanguíneos. Dessa inflamação pode surgir um edema (inchaço) em qualquer parte do corpo. Pessoas com insuficiência coronária, por exemplo, podem ter o problema intensificado quando expostas à poluição. Isso porque a placa de gordura que existe nas artérias é uma placa inflamatória, e as partículas contidas na poluição são capazes de intensificar essa inflamação. Por isso, nos dias com maiores índices de poluição, é possível observar mais casos de infarto.

A especialista diz ainda que o organismo tende a envelhecer mais rápido quando se vive em ambientes poluídos. Isso ocorre porque há no ar poluído uma grande quantidade de agentes oxidantes, responsáveis pelo envelhecimento e pelo surgimento de diversas doenças quando em excesso no organismo.

Dicas para se proteger da poluição

Fonte: www.hospitalsiriolibanes.org.br

Endereços de atendimento
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