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08/09/2015

Hepatite C: Uma doença silenciosa

Prevenir-se é a melhor maneira de evitar o contágio!

Hepatite C

 

O que é hepatite C?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 3% da população mundial estejam infectados pelo vírus da hepatite C. Por ser assintomática, muitos desconhecem ter a doença. Em alguns casos, quando já está em fase crônica, o paciente pode apresentar febre, fadiga, falta de apetite, enjoo, vômitos, urina escura, pele e olhos amarelados e fezes esbranquiçadas.

O termo “hepatite” significa inflamação no fígado, e sua progressão pode levar décadas até se tornar grave, causando cirrose ou câncer hepático.

A doença é causada pelo vírus C (HCV), transmitido principalmente por sangue contaminado. Entre as principais causas de transmissão estão a transfusão de sangue; o compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam); a confecção de tatuagem e a colocação de piercings; transmissão de mãe para filho durante a gravidez e sexo sem proteção com uma pessoa infectada.

A transmissão sexual entre parceiros heterossexuais é rara, por isso a hepatite C não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST). Porém, entre homens que fazem sexo com homens, e na presença da infecção pelo HIV, a via sexual deve ser considerada para a transmissão.

O vírus da hepatite C possui variações, os chamados subtipos ou genótipos. No Brasil, os subtipos mais comuns são o 1, 2 e 3. O subtipo 1 é o mais comum entre os pacientes infectados com o vírus HCV e era o mais difícil de tratar.

Os subtipos 2 e 3 respondiam melhor ao tratamento, porém o subtipo 3 é considerado o mais agressivo em relação à velocidade da formação de fibroses e cirrose.

O período de incubação para o vírus da hepatite C é de duas semanas a seis meses.

Diagnóstico

O principal exame para diagnóstico da hepatite C é a pesquisa de anticorpos contra o vírus VHC, o anti-VHC. Quando o resultado é positivo, a pessoa deve ser encaminhada para exames complementares.

Segundo o dr. Mario Kondo, gastroenterologista do Hospital Sírio-Libanês, a capacidade de o vírus da hepatite C levar a casos de câncer e cirrose é relativamente pequena. “São décadas até chegarmos ao quadro crônico da doença. Temos oportunidades imensas para diagnosticá-la e tratá-la adequadamente. Não há motivos para pânico. É importante destacar que a doença é tratável em quase todos os casos.”

“Todas as pessoas submetidas à transfusão de sangue, ou que usaram algum produto derivado de sangue, em qualquer época da vida, devem ser obrigatoriamente testadas para o vírus da hepatite C”, alerta o médico.

O Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de um teste anti-VHC, importante para o diagnóstico da doença, mas que só é indicado caso a pessoa pertença a um grupo de risco (usuários de drogas, tatuados e pessoas que praticam sexo sem proteção).

Tratamento

Segundo o dr. Kondo, para determinar o tipo e a duração do tratamento é realizada uma avaliação funcional do fígado, que determinará o quanto o órgão pode estar com suas funções comprometidas. Além disso, o médico deve checar se há presença de outras doenças e o subtipo do vírus.

“Essas informações são importantes para compor a necessidade, a urgência e a duração do tratamento. Os medicamentos utilizados eram os mesmos para todos os subtipos, o que mudava era a dosagem da medicação e o tempo em que o paciente deveria usá-la”, orienta.

Os medicamentos convencionais utilizados são o interferon peguilado, na forma de injeção subcutânea, e a ribavirina (comprimidos), oferecidos gratuitamente pelo SUS. Mas seus efeitos colaterais costumam ser severos, como perda de cabelo, depressão, anemia e emagrecimento, entre outros. As chances de cura, com esse tratamento combinado, ficam em torno de 50%.

O SUS também oferece medicamentos com ação antiviral para pacientes em estágio avançado da doença ou infectados com o subtipo 1, o mais difícil de ser tratado.

No início deste ano a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou três novos medicamentos para a forma crônica da doença. São fármacos novos que atuam de forma mais eficaz e que trazem menos efeitos colaterais. Além disso, são mais fáceis de administrar, por via oral, eliminando o uso das injeções, e reduzem o tempo de duração do tratamento.

Esses medicamentos são administrados por 12 semanas, enquanto os tratamentos convencionais duram 48 semanas. Estudos comprovam que eles também aumentam as chances de cura em mais de 90% dos casos.

Cada medicamento, desse grupo de novos fármacos, tem atuação em um subtipo da doença. “Existem combinações possíveis que, quando usadas de maneira adequada, podem trazer melhor resultado ao paciente. O médico é quem avaliará caso a caso”, esclarece o dr. Kondo.

Atualmente, existem cerca de doze novos medicamentos para tratamento da hepatite C, porém nenhum deles ainda é oferecido gratuitamente para os pacientes.

“Ainda não é uma realidade para todos, mas é um futuro que já existe. E em breve, possivelmente, esses medicamentos também estarão disponíveis no SUS”, acrescenta. O especialista acredita que a hepatite C é uma doença em extinção. “É cada vez mais difícil ser infectado por meio de transfusões de sangue, o que diminui muito o risco de contaminação”, diz ele.

Porém vale ressaltar que a pessoa não fica imune ao vírus da hepatite C caso já tenha tido a doença anteriormente. Como não existe vacina, é recomendado às pessoas que têm o vírus que se vacinem contra as hepatites A e B, gripe e pneumonia. “Por terem uma doença crônica, os pacientes que têm hepatite C devem se prevenir contra outros tipos de doenças para que o quadro de saúde não seja agravado”, complementa dr. Kondo.

Prevenção

Censo

Notificação de casos

Desde 2000 até hoje, foram notificados 68.297 casos da doença no estado de São Paulo, o que corresponde, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a apenas 1% da população.

No estado de São Paulo, estima-se que cerca de 500 mil pessoas tenham hepatite C. No Brasil, esse número pode chegar a quase 1,7 milhão, a maior parte na faixa etária dos 45 anos. A concentração de pessoas nessa faixa de idade ocorre porque nos anos 1960 e 1970 não existiam testes capazes de detectar o vírus da hepatite C em transfusões de sangue. Além disso, as seringas utilizadas para aplicação de injeções não eram descartáveis.

Como grande parte das pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C não sabe que tem a doença, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, lançou o primeiro censo para mapear o número de pessoas com hepatite C no estado. Esses dados ajudarão a secretaria a formular e ampliar políticas públicas para prevenção, controle e tratamento da doença.

O Hospital Sírio-Libanês contribuirá com a campanha divulgando informações, por meio de seu site e das redes sociais, sobre a importância do cadastramento e da realização de exames para detecção da doença.

O cadastro deve ser feito pelo site da Secretaria da Saúde (www.saude.sp.gov.br​). Os dados informados pelos pacientes são sigilosos e serão utilizados apenas para o estudo.

O Hospital possui um Núcleo Avançado do Fígado que conta com recursos para diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças do fígado. O núcleo possui profissionais especializados em cirurgia, transplante, hepatologia clínica e pediátrica. Além disso, uma equipe multiprofissional acompanha o paciente desde a realização de exames mais simples até cirurgias mais complexas.

O Hospital também conta com um Centro de Imunizações onde estão disponíveis diversos tipos de vacina, entre elas a antipneumocócica, a antigripal, contra hepatites A e B e todas recomendadas para pacientes com hepatite C.

Fonte: https://www.hospitalsiriolibanes.org.br

Endereços de atendimento
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