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20/03/2015

Doenças Respiratórias Crônicas: Rinite

 

Rinite é a inflamação aguda ou crônica, infecciosa, alérgica ou irritativa da mucosa nasal, sendo os casos agudos, em sua maioria, causada por vírus, ao passo que os casos crônicos ou recorrentes são geralmente determinados pela rinite alérgica, induzida pela exposição a alérgenos, que, após sensibilização, desencadeiam resposta inflamatória.

Como toda doença alérgica, ela pode apresentar duas fases. A primeira, chamada imediata, ocorre minutos após o estímulo antigênico e a segunda, denominada fase tardia ou inflamatória, ocorre quatro a oito horas após o estímulo. Os sintomas mais comuns são corrimento nasal, obstrução ou prurido nasal e espirros. Muitas vezes acompanham sintomas oculares como prurido, hiperemia conjuntival e lacrimejamento.

Esses sintomas podem melhorar espontaneamente. Nos casos crônicos, pode ocorrer perda do paladar e do olfato. Os principais alérgenos ambientais desencadeantes e/ou agravantes da rinite são os ácaros da poeira domiciliar, barata, os fungos, epitélio, urina e saliva de animais (cão e gato). Os principais irritantes inespecíficos são a fumaça do cigarro e compostos voláteis utilizados em produtos de limpeza e construção, desencadeando os sintomas por mecanismos não imunológicos.

A rinite alérgica é considerada como fator de risco e marcador de gravidade da asma. Ela piora a asma, além de aumentar o risco de hospitalizações e exacerbar as crises. Portanto, portadores de rinite persistente devem ser investigados para asma e viceversa. A fim de se obterem bons resultados no controle de cada doença, é importante o tratamento e controle das duas doenças.

No tratamento da rinite alérgica, o objetivo é promover a prevenção e o alívio dos sintomas de forma segura e eficaz. As medidas a serem instituídas dependem da classificação da rinite, constando de medidas farmacológicas e não farmacológicas.

Como a rinite pode ser desencadeada por componentes alérgicos, vale ressaltar alguns cuidados para evitar possíveis crises. Desta forma, é indicado ao paciente parar o tabagismo e evitar sua forma passiva, praticar atividades físicas, reduzir da exposição a ácaros, mofo, animais domésticos (quando comprovada sensibilização), odores fortes e locais com poluição atmosférica.

A educação e orientação quanto à doença e o uso correto das medicações inalatórias e capacidade de distinção entre medicações de manutenção (corticoides intranasais, por exemplo) e de alívio (anti-histamínicos, por exemplo) são importantes, pois o uso por tempo prolongado de alguns medicamentos pode levar à obstrução nasal por efeito rebote, causando uma “rinite medicamentosa”.

A lavagem nasal com solução salina (solução fisiológica a 0,9%) pode ser utilizada para aliviar a irritação tecidual, umedecer a mucosa e auxiliar na remoção de secreções, aliviando temporariamente a obstrução nasal e melhorando o olfato. Mas existem evidências de que certos conservantes utilizados em soluções salinas, como o cloreto de benzalcônio, podem acarretar irritação da mucosa, agravando a rinossinusite. Desta forma, o paciente deve sempre passar por avaliação do profissional de saúde, que indicará o tipo de medicamento e forma adequada de uso para cada caso.

Cuide-se! A rinite pode interferir significativamente na qualidade de vida social, escolar e produtiva das pessoas, e também pode estar associada a outras condições como asma, sinusite, otite média, respiração bucal e suas consequências.

 

Fonte: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/570-destaques/35312-doencas-respiratorias-cronicas-rinite

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