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18/02/2015

Água e sal são fundamentais, mas na dose errada podem fazer mal

O sal contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, por isso é tão importante respeitar a recomendação da Organização Mundial da Saúde: o limite é de 5 gramas por dia. Uma pitadinha de sal traz mais sabor aos alimentos, mas que tal diminuir seu consumo no cotidiano?

Água e sal são fundamentais, mas na dose errada podem fazer mal

​​Para que nosso organismo funcione direito, é fundamental que a dupla "água e sal" esteja em equilíbrio. Nenhum dos dois pode faltar, tampouco sobrar. O problema é que nós, brasileiros, gostamos muito de exceder no tempero e alcançamos fácil, fácil, 12 gramas diário de sal, o que equivale a mais do que o dobro das recomendações. A Organização Mundial da Saúde sugere limitar o consumo de sal em até 5 gramas por dia.

Segundo o responsável pelo setor de Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial do Sírio-Libanês, o nefrologista Décio Mion, tamanha cautela com a dosagem se dá porque a alta concentração da substância no sangue leva a uma tendência à pressão alta. "O excesso provoca a retenção de líquidos e esse mecanismo propicia a vasoconstrição", explica. Portanto, "o sangue encontra maior resistência para fluir, o que serve de estopim para a hipertensão", diz.

Além de maltratar o coração, a pressão alta, quando não controlada, faz crescer o risco para o acidente vascular cerebral (AVC), mais conhecido como derrame. É que a força extra da passagem sanguínea agride a parede das artérias – uma estrutura chamada endotélio – e provoca lesões ali. Daí, se esse processo acontece a todo instante, vasos espalhados pelo corpo, incluindo os da cabeça, acabam comprometidos e podem se romper.

"Existem pessoas mais sensíveis e outras mais resistentes ao sal", afirma Mion. No primeiro grupo, o organismo tem dificuldades para eliminar a substância, o que pode levar a uma sobrecarga e ao aumento da pressão. "Já os resistentes livram-se do sal sem danos", diz.

Saber quem é quem não é muito simples e, por essa razão, a dica é de parcimônia para todos. Sem dúvida essa medida não trará nenhuma consequência ruim, mesmo para quem não precisa de tanta economia. “É fundamental observar a quantidade utilizada no preparo dos alimentos”, ensina o médico. Errar a mão na hora de salgar pode não só fazer desandar a receita como comprometer a saúde de toda a família.

Para preservar os rins

As pitadas excedentes trazem malefícios que vão além do sistema circulatório. Existem evidências de que o exagero esteja por trás da formação de cálculos renais. Aliás, por falar em pedras, uma boa estratégia para evitar que se formem é a de beber bons goles de água. "Estudos com grandes populações mostram que quem consome mais de 2 litros de líquidos por dia tende a apresentar um melhor funcionamento dos rins depois dos 70 anos de idade", conta o nefrologista Décio Mion.

Manter-se bem hidratado também é uma providência que dá um chega-pra-lá na infecção urinária, pois a fluidez do xixi impede a proliferação de micro-organismos na bexiga. Ainda assim não é preciso virar refém das garrafinhas. Teoricamente, a ingestão de H2O não deve ser motivo de preocupação, uma vez que nosso corpo avisa quando é hora de matar a sede. Ao perceber algum desequilíbrio de água e de minerais, como o sódio, o hipotálamo, lá no cérebro, dispara sinais que provocam secura na boca e na garganta e logo vem aquela necessidade urgente de ingerir líquidos. Nos idosos esse mecanismo muitas vezes não funciona a contento. Por isso, é essencial redobrar a atenção com eles no que diz respeito ao consumo de água.

E para quem anda tenso porque não tem alcançado a meta dos 2 litros diários, vale saber que a quantidade varia conforme o perfil. Praticantes de atividade física, por exemplo, necessitam de muito mais água do que a média. A sugestão, em geral, é caprichar nos copos ao longo do dia para não deixar o corpo virar sertão.

Fonte: Dr. Décio Mion, nefrologista e responsável pelo setor de Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial do Hospital Sírio-Libanês

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