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13/02/2015

É Carnaval: atenção ao excesso de álcool no organismo

Se for beber nesse Carnaval, lembre-se que intercalar a bebida com copos d'água ajuda a proteger o organismo: o álcool pode levar à desidratação e alterar o controle motor, contribuindo para quedas e acidentes

Em uma lista com 194 países, o Brasil está na 53ª posição entre os que mais bebem. O consumo médio de bebidas alcoólicas pelos brasileiros equivale a 8,7 litros de álcool puro por ano, enquanto a média mundial é de 6,2 litros. Esses dados foram divulgados recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e se referem a um levantamento feito com pessoas maiores de 15 anos de idade entre 2008 e 2010.

Você sabia que...

  • o consumo precoce de álcool (na adolescência) pode levar mais facilmente à dependência desta substância?
  • o álcool, a longo prazo, pode causar atrofia cerebral e reduzir a capacidade de raciocínio?
  • ​as bebidas energéticas podem “mascarar” a sensação de embriaguez, fazendo com que a pessoa beba mais do que está acostumada?
  • a ingestão de álcool com bebidas ricas em cafeína pode provocar disritmia cardíaca?
  • o consumo de álcool com medicamentos à base de acido acetilsalicílico (AAS) e antiinflamatórios, como diclofenaco, ibuprofeno e nimsulida, pode levar a irritação e sangramento gástrico?
  • a ingestão de bebida alcoólica com medicamentos ansiolíticos, como o benzodiazepínicos, pode potencializar o efeito do álcool e da sedação e provocar falta de coordenação motora e, em alguns casos, parada cardíaca?

Nunca se automedique!

Pergunte sempre ao seu médico sobre possíveis efeitos do álcool em seu tratamento.

Apesar da ingestão de álcool no Brasil ter diminuído em relação a 2000, quando a média era de 9,8 litros, a OMS prevê crescimento do consumo no País nos próximos anos, podendo ultrapassar os 10 litros de álcool por ano. A Bielorrússia ocupa hoje o topo da lista, com uma média de consumo anual de 17,5 litros de álcool por habitante.

A cerveja representa 60% do consumo de álcool no Brasil e os homens bebem três vezes mais do que as mulheres. Durante o período analisado pela OMS, os brasileiros ingeriram, em média, 13,6 litros de álcool por ano e as brasileiras 4,2 litros.

O álcool, segundo o dr. Mario Kondo, gastroenterologista no Sírio-Libanês e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), provoca efeitos agudos e crônicos em seus consumidores.

Entre os efeitos agudos, a embriaguez é o mais comum. Ela depende da quantidade de álcool consumida e da resistência de cada pessoa para a bebida, mas em geral, os primeiros sintomas de embriaguez podem ocorrer minutos depois da ingestão. São eles: euforia, sensação de liberdade e redução da coordenação motora, sendo que estes dois últimos sintomas vão piorando se a pessoa continuar bebendo. Nos estágios mais avançados, após horas bebendo, a embriaguez pode provocar mal-estar, náuseas, vômitos e dor de cabeça. (Veja no infográfico abaixo).

Embora sofra variação de pessoa para pessoa, sendo que nas mulheres tende a ser mais lento, o tempo necessário do organismo para se livrar do álcool pode ser estimado em uma hora para cada dose consumida, independentemente da bebida. Ou seja, o tempo médio de absorção de uma latinha de cerveja, uma taça de vinho ou um copinho de cachaça é de uma hora. Apesar de serem bebidas com diferentes teores alcoólicos, elas geralmente são servidas em recipientes com tamanhos distintos. As mais fortes vêm, em geral, em copos menores.

Em relação aos efeitos crônicos provocados pelo álcool, o dr. Kondo explica que eles levam anos para aparecer, mas podem provocar problemas graves no fígado, como esteatose hepática e cirrose; inflamação no pâncreas; transtornos mentais, como demência; insuficiência cardíaca; lesões nos nervos das pernas e braços e até câncer.

“O álcool tem efeitos deletérios para quase todo o corpo”, afirma o gastroenterologista. “Seja para quem bebe casualmente ou para quem bebe com frequência”, acrescenta.

Homens mais resistentes?

A ideia de que os homens são mais fortes d​o que as mulheres para beber tem fundamento. Segundo o dr. Mario Kondo, uma das possíveis explicações para isso está no metabolismo masculino, que tende a ser mais rápido do que o feminino. Após a ingestão da bebida pelos homens, o álcool logo começa a ser degradado pelo estômago, enquanto que nas mulheres esse processo é mais lento.

Por isso, nos homens, faz sentido aquela ideia de que é mais difícil ficar embriagado de barriga cheia. “As comidas gordurosas ajudam a manter o álcool mais tempo no estômago e com isso a sensação de embriaguez pode retardada, mas esse fator só acontece nos homens”, enfatiza o médico.

 

Infográfico - Efeitos do Álcool no organismo

Fonte: Dr. Mario Kondo, gastroenterologista do Hospital Sírio-Libanês e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Endereços de atendimento
Atendimento Médico AME   •   Hospitais de Atendimento   •   Serviço de Reabilitação

Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês
Matriz: Rua Peixoto Gomide, 337, Bela Vista, São Paulo - Telefone: 55 (11) 3016-0528
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