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15/01/2015

Proteção solar na infancia

mais atenção nos efeitos negativos que a exposição solar traz à saúde

                                                

Apesar de pele bronzeada muitas vezes ser sinal de beleza e de saúde, há muito tempo se sabe dos efeitos negativos que a exposição solar prolongada traz tanto a beleza, quanto a saúde das pessoas. No caso da primeira os efeitos são dramáticos. Pessoas com 5 ou 6 décadas de vida que se expuseram sol regularmente durante a vida quando comparadas com outras que ao contrário destas se protegeram do sol mostram aparências faciais completamente diferentes. As rugas e as manchas na pele fazem com que a aparência entre os dois grupos sugira uma diferença, na verdade inexistente, de cerca de 10 anos. É o resultado dos danos provocados à pele pela exposição solar e que conhecemos pelo nome de foto envelhecimento.

Quanto à saúde basta lembrar que o câncer de pele, diretamente relacionado à exposição solar, é o tipo de câncer mais comum em nosso país. Outro dado muito significativo é que em 2008 foram diagnosticados nos Estados Unidos da América mais de um milhão de casos novos de câncer, ai incluídos os de melanoma, de maior gravidade, e os outros tipos de câncer de pele não melanomas. Tudo isso tem levado os dermatologistas de modo individual e através de suas sociedades, a orientar os pacientes em seus consultórios e realizar campanhas através da mídia chamando atenção para os danos provocados à pele por uma exposição prolongada sem proteção às radiações solares. É extremamente comum que em qualquer consulta dermatológica o paciente receba orientações para se proteger do sol.

Orientações que incluem o uso de óculos escuros, viseiras, chapéus, guarda-sol, horário adequado para exposição (evitando o horário das 10h às 16h pela predominância das radiações ultravioletas) e o uso adequado de um foto protetor. Foto protetores são substâncias capazes de proteger a pele contra as radiações ultravioletas e que agem refletindo a luz ou absorvendo a radiação, impedindo dessa forma que a pele seja atingida. No entanto todo o empenho que os dermatologistas tem demonstrado em alertar seus pacientes em como se proteger do sol não é percebido nas consultas realizadas pelos pediatras. Uma explicação para condutas tão diferentes talvez esteja no fato de que tanto o foto envelhecimento quanto o aparecimento de tumores provocados pelo dano solar só se manifestarão muitos anos após a idade pediátrica. No entanto é fundamental que esta situação se modifique.

Atualmente vários estudos mostram que a pele das crianças difere muito daquela dos adultos. Diferenças de sensibilidade, de permeabilidade e imunidade são observadas. Outros estudos mostram que o risco de uma pessoa desenvolver um câncer de pele é significativamente maior se a exposição solar ocorrer predominantemente na infância e adolescência.  Se lembrarmos que mais da metade da radiação solar que uma pessoa recebe durante toda sua vida, acontece nos primeiros 20 anos de idade fica fácil concluir que a principal medida para redução dos danos causados à pele pelo sol e em particular para a prevenção do câncer de pele é a FOTOPROTEÇÃO.

As crianças, até os 6 meses de idade, podem e devem ser protegidas por “ meios de barreiras ” como roupas adequadas e bonés. A partir dos 6 meses de idade, deve-se iniciar o uso de um foto protetor na forma de loção ou creme que deve ser usado diariamente.E é fundamental a participação do pediatra, através da inclusão da foto-proteção nas orientações prestadas às mães de seus pequenos pacientes, na luta contra o foto envelhecimento e na prevenção do câncer de pele.

 

 

 

 

Fonte: Dr. Antônio Carlos Madeira de Arruda – diretor executivo do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus e Vice Presidente do Departamento de Dermatologia da SPSP ( Sociedade de Pediatria de São Paulo)

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