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31/10/2014

Saiba mais sobre o Ebola


O que é?


O Ebola é um vírus que pode infectar os seres humanos causando uma grave doença, com taxa de mortalidade de 50% até 90%. Seu principal reservatório na natureza são os morcegos, e outros animais também podem ser infectados por esse vírus.
 

Quais são os sinais e sintomas da doença?


  • ​​​​Febre alta de início abrupto
  • Fraqueza intensa
  • Dores musculares
  • Garganta inflamada
  • Vômito
  • Diarreia
  • Marcas vermelhas na pele
  • Sangramentos internos e externos

Como a doença é transmitida?


O tempo entre a infecção e o início dos sintomas varia de dois a 21 dias (período de incubação). A doença só é transmitida por pessoas a partir do início dos sintomas.

O contato direto com sangue e outros fluidos corporais (fezes, urina, suor, sêmen), além do ambiente e objetos contaminados por eles, é responsável pela transmissão. Ao que tudo indica, o Ebola não é transmitido pelo ar.
 

Como se confirma o diagnóstico?


O diagnóstico é feito por biologia molecular (PCR), disponível no Brasil no Instituto Evandro Chagas (Pará), que fará o teste se surgir algum caso suspeito no país.

Embora existam outras formas de diagnósticos, estas não estão disponíveis no país. No entanto, o PCR é um excelente teste, inclusive vem sendo utilizado no surto atual em todos os países.
 

Existe tratamento?


O cuidado de suporte à vida, corrigindo-se os distúrbios hidroeletrolíticos e hematológicos, é essencial para aumentar as chances de sobrevivência à doença.

Não há um tratamento específico conhecido. Diferentes estratégias, incluindo soro imune de pessoas que sobreviveram à infecção pelo vírus e drogas experimentais, têm sido usadas. 

Como se previne o Ebola?


​Para evitar que a doença contamine mais pessoas, é necessário que o isolamento seja iniciado o mais rapidamente possível. Por ter apresentado uma taxa de letalidade tão expressiva e contaminação importante de familiares e equipe de saúde, é recomendado que o paciente fique em um quarto isolado e que a equipe assistencial tenha proteção para olhos, máscara especial e cobertura impermeável de todo o corpo. Isso evita exposição de qualquer segmento, mesmo pele íntegra, a fluidos do paciente.

Os familiares e outros que tiveram contato com o paciente deverão ficar em observação, também isolados, por três semanas desde o último contato desprotegido com o doente.

Não há vacina que previna a infecção pelo Ebola, embora algumas estejam em desenvolvimento.
 

Por que está havendo esse surto?


Desde 1976, quando o vírus Ebola foi isolado na República do Congo e Sudão, as epidemias aconteciam em pontos remotos, regiões rurais ou áreas pequenas, e as medidas recomendadas foram suficientes para o controle. 

Até 30 de outubro deste ano, 13.703 casos confirmados, prováveis ou suspeitos foram reportados em oito países: Guiné, Libéria, Serra Leoa, Nigéria, Senegal, Mali, Espanha e Estados Unidos. O total de óbitos chegou a 4.920.

Na Guiné, Libéria e Serra Leoa, países fortemente afetados atualmente, o Ebola nunca tinha sido identificado. Essa epidemia difere das anteriores porque ocorre em áreas urbanas, inclusive nas capitais, e isso explica a dificuldade para controlar a sua disse​minação. Houve mudança no padrão epidemiológico do vírus.  

Alguns poucos casos aconteceram na Nigéria e Senegal a partir de pessoas que vieram desses três países mais afetados, mas a transmissão local não mais está ocorrendo. Apenas uma criança proveniente da Guiné foi diagnosticada no Mali e faleceu – ela teve contato com muitas pessoas, que estão agora sob observação, e novos casos secundários poderão aparecer.

Os casos que aconteceram nos Estados Unidos e Europa foram de voluntários repatriados já com sintomas, de outras pessoas provenientes dos países afetados na África em período de incubação e de três enfermeiras que adoeceram após prestar assistência aos doentes, mesmo usando equipamentos de proteção.

Na República Democrática do Congo (antigo Zaire), um surto não relacionado está ocorrendo, mas com o comportamento usual da doença.

O Ebola e o Brasil


O Ministério da Saúde considera pequena a possibilidade de o vírus chegar ao Brasil. A maior preocupação reside no fato de que ele já atingiu fortemente três países e é de difícil controle.

Além de um sistema de saúde deficitário, outros fatores que dificultam o controle do surto são as tradições culturais desses países da África. A população costuma manter seus pacientes em casa e esconde sua condição das autoridades sanitárias. A realização de rituais de velório em que os parentes e amigos têm bastante contato com o corpo do falecido também contribui  para a disseminação. 

No Brasil, não há circulação natural do vírus Ebola em animais silvestres.
Fonte: http://siriolibanes/assistencial/Paginas/saiba-mais-ebola

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